Governo: converter carros para GNV é uma temeridade, avalia Dilma

Brasília, 22 de janeiro de 2008 - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, classificou hoje de "temeridade" a conversão de veículos para GNV e defendeu que o gás seja utilizado em primeiro lugar para geração de energia elétrica, seguido pela indústria e apenas por último para motoristas.

"O GNV deve ser olhado com muito cuidado. Só tem dois países no mundo que usam gás veicular no montante que usamos. Nós e a Argentina. É bom que haja essa atividade, principalmente para transporte urbano de massas, porque usa gás quando não precisar gerar energia e tem sobras. Mas para uso no transporte de massas, não de veículos particulares. Não vamos tomar nenhuma atitude para prejudicar quem fez a conversão para GNV, mas fazer essa conversão nesse momento é uma temeridade", disse.

Rebatendo os rumores de racionamento de energia, a ministra avaliou que "não é possível supor que haja racionamento sem julgar que se tenha um tratamento flexível". "Em qualquer país do mundo deve ser usado, se não para a energia elétrica, em indústria. O uso menos nobre seria para fazer movimento, para transformar carros individuais", comentou durante o balanço do primeiro ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Palácio do Planalto.

Questionada, após a apresentação, sobre a razão da "temeridade", a ministra amenizou e disse que os consumidores finais, como motoristas, não podem achar que vão utilizar apenas gás. "Se ele achar que vai fazer a conversão para usar só um combustível, ele está equivocado. Agora se ele fizer conversão achando que ele vai usar gás ou gasolina, não é temeridade nenhuma, até é ótimo, porque ele pode aproveitar quando o gás estiver disponível. Aí sim ele pode estar mais barato, ele pode usar o gás de uma forma muito sustentável. Agora quando o gás for necessário para outro uso, ele usa gasolina", disse.

A ministra lembrou ainda que o próprio presidente Lula destacou que achava "estranhíssimo aquela imagem que saiu nas televisões mostrando uma pessoa empurrando um carro a gás". "Ele empurra o carro a gás se ele quiser. O carro é bicombustível", afirmou Dilma.

Fonte: Laryssa Borges / Agência Leia

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