Euros I, II, III? Entenda as normas


Terra Carros

Muito se fala sobre carros ou projetos que se ajustam aos padrões impostos por leis como as normas Euro I e Euro IV e, na maioria das vezes, é difícil saber exatamente quais são as características que os automóveis devem ter para serem classificados sob uma regra.

Enquanto as montadoras se desdobram para ajustar seus modelos novos e antigos aos padrões, o consumidor ainda fica um pouco perdido no que diz respeito às classificações.

Por isso, elaboramos um resumo sobre as prescrições européias para carros de passeio. Confira quando e como surgiram as regulamentações e quais as restrições que elas estabelecem, inclusive no Brasil.

Euro 0

Os carros produzidos antes de 1992 não tinham nenhum tipo de catalisador e a filtragem era realizada pelo próprio carburador. As previsões dão conta de que esse tipo de carro será, em breve, banido de algumas cidades com leis ambientais mais rígidas.

Euro I

Depois de 1992, os automóveis passaram a ter catalisadores e injeção de combustível. São menos poluentes e têm permissão para rodar em vias públicas mesmo de cidades com políticas ambientais restritas. Os limites de elementos poluidores, tanto para carros a gasolina quanto a diesel, eram de 2,72 g/km de CO (monóxido de carbono), 0,97 de HC (hidrocarbonetos não-queimados) + NOx g/km e 0,14 g de PM/km (material particulado).

Euro II

Em 1996, a situação se complicou para o setor automotivo. Nessa época, foram criados dois tipos de aplicação para esses regulamentos, já que as leis para diesel e gasolina passaram a ser elaboradas separadamente. Os carros a gasolina deveriam emitir menos de 2,2 g/km de CO, 0,5 g de HC + NOx/km e 0,14 g de PM/km. Já os carros a diesel tinham como padrão 1,0 g/km de CO, 0,97 g/km de HC + NOx e 0,10 g/km de PM.

Euro III

Serve aos carros que chegaram ao mercado depois de 1º de janeiro de 2001. É o regulamento sob o qual rodam a maioria dos veículos da Europa atualmente. Pela primeira vez, os hidrocarbonetos foram separados do NOx na classificação para os carros a gasolina, que deveriam então emitir apenas 2,30 g/km de CO, 0,15 g/km de NOx e 0,20 g/km de HC. Já os carros a diesel seguiram o padrão de 0,64 g/km de CO, 0,56 g/km de HC + NOx e 0,05 g/km de PM.

Euro IV

Lei atual, em vigor desde 2005. É permitido aos carros a gasolina emitir 1,0 g/km de CO, 0,08 g/km de NOx e 0,10 g/km de HC e aos carros a diesel, 0,50 g/km de CO, 0,30 g/km de NOx + NC e 0,025 g/km de PM.

Euro V

Esse regulamento ainda não foi aprovado, mas deve entrar em vigor em janeiro de 2009, com validade obrigatória a todos os modelos a partir de janeiro de 2011. A atual proposta estudada para sua composição indica emissão de 1,0 g/km de CO, 0,06 g/km de NOx, 0,10 g/km de HC e 0,005 g/km de PM para os carros a gasolina e 0,50 g/km de CO, 0,23 g/km de NOx + NC e 0,018 g/km de PM para os carros a diesel.

No Brasil

Considerando o crescimento da frota de automóveis nas principais regiões metropolitanas do país, o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) estipulou, em 2004, a resolução P5, equivalente à Euro 3, que ficará em vigor até o final de 2008.

Ela prevê que todos os veículos emitam, no máximo, 2,10 g/km de monóxido de carbono (CO), 5,0 g/km de NOx e 0,60 g/km de hidrocarbonetos não queimados. Já a resolução P6, equivalente a Euro 4, entrará em vigor em 2009, ditando que os automóveis emitam apenas 1,50 g/km de CO, 3,50 g/km de NOx e 0,46 g/km de hidrocarbonetos não-queimados.

Apesar das constantes modificações das resoluções do Conama, o Brasil ainda encontra-se um pouco atrás das medidas européias, já que o Euro 4 – medida que começa a atuar por aqui apenas em 2009 – está em vigor na Europa desde 2005 e já será substituído daqui a um ano e meio. (Terra Carros/Juliana Borba)

Voltar