Termica a gás com capacidade de 500 MW, está projetado para o Espírito Santo

Empreendimento, com capacidade de 500 MW, está projetado para o Espírito Santo. Empresa negocia termo de compromisso com a Petrobras

A Energias do Brasil, designada anteriormente por EDP, Energias de Portugal, inscreveu uma térmica a gás natural projetada para ser erguida no Espírito Santo no leilão A-5 previsto para 16 de julho. O projeto Norte Capixaba terá capacidade de 500 MW. A empresa negocia um termo de compromisso com a Petrobras para a entrega do gás natural necessário para a operação. A estimativa é que a usina consuma 2,3 milhões de metros cúbicos por dia para gerar a potência prevista, segundo Hugo de Souza, diretor da Energias do Brasil.

Se conseguir vender a energia no leilão, a nova usina deverá entrar em operação em 2013, mas, de acordo com Souza, a geração poderia começar em 2011 em ciclo aberto. “Mas apenas com a metade da potência”, afirma o executivo, acrescentando que a operação dependeria de despacho do ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico. Além da Petrobras, a Energias do Brasil também procura outras fontes para o gás natural, inclusive no exterior. Uma das alternativas poderia ser a Sonatrac, segunda maior produtora de gás no mundo e acionista da Energias de Portugal.

“Há várias soluções”, resume António Pita de Abreu, diretor-presidente da Energias do Brasil. No caso acima, seria necessário a construção de estrutura para importação do gás como GNL - Gás Natural Liquefeito. Mas a preferência da empresa é pela Petrobras. O investimento padrão em um projeto de gás desse porte é de US$ 1 mil por kW instalado, segundo Souza.

Outros projetos – Pita também defende uma flexibilização nas regras para a construção de usinas hidrelétricas de médio porte, com capacidade entre 30 MW e 200 MW. Ele propõe a adoção das normas que gerem a construção de pequenas centrais hidrelétricas. “Essa energia poderia ser vendida para o mercado livre”, sugere. As PCHs, ao contrário dos grandes empreendimentos, não precisam comercializar a energia em leilões.

A Energias do Brasil apresentou em 26 de fevereiro último, a nova diretoria encabeçada por Pita, além do novo braço de investimentos, a Enernova, que será responsável pela área de energia alternativa – PCHs, biomassa e eólica – tanto no Brasil como na América do Sul.

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