Extintores do veículo devem ser trocados até 2010

O Brasil é um dos poucos países a ter o extintor de incêndio entre os itens de segurança obrigatórios para veículos. Essa determinação está prevista desde 1972. Mas a Resolução 157 do Contran de 2004 alterou as especificações técnicas do equipamento.

Assim, todos os carros que circulam no País deverão vir, até 2010, com extintores do tipo ABC. Ou seja: combatem o fogo originado em materiais sólidos como papel e madeira; em líquidos como gasolina, álcool e óleo, além de equipamentos energizados como bateria e motores elétricos, por exemplo.

Outra medida foi fixar o prazo de validade do cilindro em cinco anos. Com isso, a recarga - procedimento que dava margem a fraudes - fica impossibilitada. O selo de certificação de Conformidade do Inmetro também continua sendo obrigatório para o dispositivo.

Quem for flagrado sem o equipamento ou com ele fora do padrão fica sujeito a multa grave no valor de R$ 127,69, além de perder cinco pontos na CNH e ter o veículo retido até que seja feita a regularização.

Marcus Vinícius Aguiar, coordenador da Comissão de Segurança Veicular da Associação de Engenharia Automotiva (AEA), reconhece que a lei está melhor que no passado. Mas ele diz que ainda falta conscientizar os motoristas sobre como usar o extintor em caso de emergência.

“Ter o extintor no carro não basta. A exigência do equipamento deveria estar condicionada ao conhecimento da sua aplicação. Muita gente não sabe nem onde ele fica no carro”, argumenta o especialista.

Substituição

Extintores fabricados antes de 2005 são do tipo BC - eficientes para conter apenas o fogo proveniente de líquidos e equipamentos energizados. Quem ainda tem esse extintor no carro deve ficar atento à data de vencimento e substituí-lo por um que atenda às novas determinações, esteja lacrado e com a marca do Inmetro.

Na rede de lojas MercadoCar (2206-5000), autopeças da Grande São Paulo, o extintor de aplicação automotiva universal sai por R$ 49,90.

No Auto Posto Lava Pés (3208-3477), no Cambuci, zona sul, o equipamento custa R$ 60, mesmo valor cobrado no Posto Maktob (5571-6643), da Vila Clementino (zona sul).

Saiba como proceder em caso de emergência

O tenente Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, adverte que o pó dos extintores só vai conter um incêndio quando aplicado na origem do fogo. “Os extintores dos carros são para apagar pequenos incêndios e que ainda estejam no início”, explica. “Quando o fogo já se propagou, as chamas terão de ser contidas por profissionais, que usam roupas e equipamentos adequados”, adverte.

O bombeiro considera o item de extrema importância por sua função preventiva. “É um equipamento de segurança que pode evitar ocorrências mais graves”, diz Palumbo.

No entanto, ele ressalta que o motorista precisa tomar alguns cuidados básicos: saber a localização do cilindro no veículo, mantê-lo sempre carregado e dentro do prazo de validade, comprar o equipamento somente em locais de confiança, entender os procedimentos de uso contidos no rótulo e, antes de qualquer providência e em caso de fogo, garantir que todos os ocupantes tenham abandonado o carro. (O Estado de S. Paulo/Ana Morano)
 

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