Começa a briga para que a planta de regaseificação de GNL seja no porto

Conforme previsão, o gás no Distrito Industrial do Rio Grande viabilizaria a vinda de diversos empreendimentos não só para a cidade portuária, mas também para Pelotas e toda a região Sul do Estado

O deputado estadual Sandro Oliveira (Boka-PMDB) sugeriu a implantação de uma comissão parlamentar para "brigar" pela implantação da planta de regaseificação de gás natural liqüefeito (GNL) no porto rio-grandino. Na semana passada, foi realizada uma reunião na Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) com a participação de dois engenheiros da Petrobras e o representante da estatal na cidade quando foi avaliado, em conjunto com a Sulgás, o significado para Rio Grande, do ponto de vista estratégico e econômico, a instalação de uma planta de regaseificação de GNL. O deputado defende também que seria importante que em todo o Brasil existissem plantas de regaseificação, "para não ficarmos dependentes de gás de outros países".

Conforme previsão, o gás no Distrito Industrial do Rio Grande viabilizaria a vinda de diversos empreendimentos não só para a cidade portuária, mas também para Pelotas e toda a região Sul do Estado. Informou ainda que já existe liberação para a construção de uma termelétrica na Vila da Quinta, que poderia fornecer energia para abastecer a Argentina. Boka destaca ainda que com a implantação de uma planta de regaseificação, poderia viabilizar a termelétrica de Uruguaiana. Anunciou que o governo federal irá implantar quatro plantas de regaseificação, duas no Nordeste, uma no Centro-Oeste e uma no Sul do Brasil. O parlamentar lembra que há uma competição entre os estados da região Sul do País para conquistar a implantação da planta de regaseificação e que o Rio Grande do Sul deve correr na frente dos outros estados, "criando um movimento em prol dos gaúchos".

Boka disse que a Petrobras tem o compromisso de instalar uma planta de regaseificação no Uruguai. "O porto do Uruguai não possui um calado que possa receber os grandes navios. Com a planta de regaseificação no Porto do Rio Grande, o navio poderia vir carregado, deixar uma parte da carga no porto rio-grandino - que terá 60 pés de calado - para depois, com meia carga, adentrar o porto do Uruguai, onde também será viabilizada a instalação de uma planta de regaseificação", declara.

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