Mais de 20% dos caminhões não passam em teste de poluentes

Mais de 20% dos caminhões inspecionados pela Cetesb, no Porto de Santos, emitem mais poluentes no ar do que o permitido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). A agência repetirá a vistoria, porém nos acessos aos terminais da Margem Esquerda (Guarujá).
 
A Cetesb checou o nível de emissão de fumaça preta em 40 caminhões, entre 9 e 15 horas, no Portão 13 do porto, na saída para a Avenida Siqueira Campos (Canal 4). Nos testes, foram identificados 31 carretas regulares (77,5%) e nove irregulares (22,5%).

Para verificar o grau de poluição, a Cetesb utilizou um opacímetro, equipamento que mede, por meio de uma sonda instalada na saída do escapamento, o quanto a fumaça impede a passagem da luz. Quando o contador aponta média superior a 2,28 dioptrias (unidade ótica), após 15 aceleradas e desaceleradas com o veículo em ponto morto, a emissão está acima do permitido pela legislação.
 
Segundo o coordenador da Operação Inverno da Cetesb, Marcelo Bales, o índice identificado ontem não representa a realidade. "Ficou abaixo do esperado´´.

Para Bales, o normal no porto ­ embora não seja o desejável ­ é que 40% dos veículos de carga estejam em condição irregular. Esse percentual foi obtido a partir de inspeções realizadas durante três meses na chegada aos terminais portuários de Guarujá. "Hoje (ontem), estavam circulando muitos caminhões de empresas transportadoras, que normalmente cuidam melhor da motorização. Quase não tivemos os vira (carretas de motoristas autônomos que fazem o transporte de contêineres entre terminais do portos), que são os que têm mais problemas de emissão de poluentes", argumentou.

Os caminhões flagrados com excesso de emissão de fumaça preta não foram multados pela Cetesb, disse Bales. De acordo com ele, o programa visa apenas orientar os motoristas sobre a necessidade de regular os motores de seus veículos, até para sua própria economia.
 
A fumaça preta é o resíduo do combustível que não foi queimado para gerar energia aos motores, sendo expelido pelo escapamento na forma de gás. Esse problema aumenta entre 7% e 8% os gastos com combustível.

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