Farol de xenônio tem regras

Apesar da regulamentação do uso dos faróis de xenônio só entrar em vigor em março de 2009, esses equipamentos estão liberados e começam a se popularizar até entre os modelos nacionais. O kit - que oferece uma iluminação três vezes superior àquela obtida com sistema convencional (halógeno) - custa entre R$ 400 e R$ 1.100, valores bem mais atraentes que os R$ 3.000, em média, cobrados há quatro anos. Mas antes de instalar o acessório, os donos de veículos devem ficar atentos a algumas exigências da legislação brasileira.

Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), todo carro equipado com lâmpadas de xenônio deve vir obrigatoriamente com regulagem automática de altura do facho e lavadores - normalmente, instalados no pára-choques e direcionados para os faróis. Esses dois itens têm a função de evitar que a iluminação gerada pelas lâmpadas de xenônio ofusque os motoristas de outros veículos.

Ainda de acordo com o Denatran, essas exigências valem tanto para automóveis que já saem de fábrica com o sistema como para aqueles que recebem o kit em concessionárias ou lojas de acessórios. Ou seja, estão irregulares os carros com farol de xenônio sem esses dois dispositivos.

O equipamento deve ser instalado por profissionais qualificados. Ainda segundo informações do órgão de trânsito federal, a substituição do sistema de iluminação original do veículo deve ser informada antecipadamente ao Detran, que deverá emitir uma autorização. Além disso, após a instalação do kit, o carro precisa passar por uma inspeção em empresas credenciadas.

Escolha. Outro cuidado que os motoristas devem ter na hora de instalar um kit xenônio é com a escolha da lâmpada. Segundo Ivan Lellis, da Phillips Automotive, a luz emitida pelo sistema precisa ser branca e não azulada. As lâmpadas liberadas têm entre 4.200 k e 6.000 k - esta deve ser a medida máxima em graus kelvins (K) de uma lâmpada de xenônio. Acima disso, ela deixa de ser branca e passa a ser azulada, o que é proibido. A legislação brasileira através da resolução do Contran 692/88 determina que a potência elétrica máxima de uma lâmpada automotiva deve ser de 68W, sendo que os modelos de xenon têm 35W. Outro requisito controlado pela lei é a temperatura de cor, ou seja, quanto maior a temperatura de cor da luz emitida mais branca ou azulada será a uma lâmpada. ´´No caso das lâmpadas originais de fábrica, a temperatura é de 3.300 k, enquanto as de xenon têm 6.000 k, permitidos pela legislação. Ainda tem a questão do ofuscamento, na qual a linha de corte não pode atrapalhar o carro contrário, sempre abaixo do espelho retrovisor´´, explicou Ivan Lellis. Poucas pessoas sabem que faróis desregulados são considerados infração grave, com multa de R$ R$ 127,69, cinco pontos na carteira e ainda pode ter o veículo apreendido para reparo. A coloração do farol também entra como irregularidade.

Normas. Outra resolução do Contran, a 533/78, determina que a cor seja branca, com faixas de tolerância podendo ser levemente amarelada, esverdeada ou azulada. No caso da luz de xenon, luz branca que puxa levemente para o azul é permitida.

Segundo Lázaro Moraes, engenheiro de desenvolvimento da Nino Faróis, empresa fabricante de produtos para iluminação automotiva, alguns proprietários fazem a troca do farol comum para o de xenônio sem análise prévia do material que está sendo instalado, com isso acabam adquirindo um produto irregular. A única exceção feita pela legislação brasileira é a utilização de luz amarela para os faróis auxiliares.

De série. O Citroën C4 Pallas pode ser equipado com faróis de xenônio direcionais de última geração

Vantagens

Maior iluminação e durabilidade

A tecnologia de produção do farol de xenônio foi desenvolvida na Alemanha, mas hoje os kits são produzidos em larga escala na China. As vantagens do sistema, em relação ao halógeno, são muitas.

Geração de iluminação maior com menor consumo de energia (uma lâmpada de xenônio de 35w, por exemplo, ilumina três vezes mais do que uma de halogênio de 55w) e durabilidade de cerca de 3.000 horas sob condições normais, o que representa quase quatro vezes mais do que as lâmpadas de halogênio.

Vale lembrar que o xenônio é um gás nobre, inodoro e incolor. O nome vem do grego que significa "estranho". Foi descoberto por William Ramsay e Morris Travers em 1898 nos resíduos resultantes da evaporação dos componentes do ar líquido. O uso principal é na fabricação de dispositivos emissores de luz, como flashes fotográficos. A instalação do farol de xenônio é um procedimento simples de ser executado, contanto que seja feito por profissionais capacitados. O serviço costuma levar de uma a quatro horas, dependendo do modelo de automóvel, pois em alguns casos é necessário retirar o pára-choques. Além disso, segundo Ivan Lellis é preciso instalar um tipo de relé, chamado de "capacitor". O dispositivo impede que a luz-espia no painel acuse erroneamente que a lâmpada está queimada. O kit de xenônio é composto de duas lâmpadas de descarga de gás, dois reatores, dois starts (que conecta a lâmpada ao reator), um chicote de ligação, um relê de proteção e um fusível. O equipamento deve ainda trazer manual de instalação, certificado de garantia, número de série do fabricante e nota fiscal, garantindo a procedência e qualidade do produto.

Outro modelo em ascensão é o bi-xenônio inteligente, que acompanha o movimento da direção.

Jogo rápido

O que é. O xenônio é um gás nobre, inodoro e incolor. Foi descoberto por William Ramsay e Morris Travers em 1898 nos resíduos resultantes da evaporação dos componentes do ar líquido.

Ideal. Segundo a Phillips Automotive, a luz emitida pelo sistema precisa ser branca e não azulada.

Irregular. Faróis desregulados são considerados infração grave, com multa de R$ R$ 127,69, cinco pontos na carteira.


Fonte: Site Abetrans

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