Crise externa pode deixar álcool e gasolina mais caros

A crise na economia americana poderá provocar o aumento nos preços de combustíveis, principalmente da gasolina e do álcool, os mais utilizados no Brasil.

Segundo o gerente de Negócios Especialista do Ticket Car, Marcelo Nogueira, a alta no preço das commodities será a principal razão para o aumento no preço da gasolina, enquanto a queda na concessão de crédito para a construção de novas usinas de álcool irá influenciar no preço do derivado da cana-de-açúcar.
"A gasolina, o álcool e o diesel devem ser os mais afetados. Mas na gasolina e no álcool, o aumento deve ser mais forte", afirma Nogueira, ressaltando que as dificuldades para a construção de usinas não significa que poderá haver falta do produto no mercado, apenas que haverá reflexos nos preços.

Alta em seis meses

O gerente também afirma que os consumidores deverão começar a sentir os reflexos dos acontecimentos externos nos combustíveis em seis meses. Ele acredita que, no caso do etanol, o aumento também será feito para acompanhar as altas na gasolina, mas nada que prejudique o seu uso no Brasil. "O produtor sabe que, se deixar de ser vantajoso, o consumidor migra para a gasolina", diz.

Em relação às vendas de carros, Nogueira considera que ainda seja cedo para dizer se os preços dos combustíveis irão influenciar no mercado. Mas o gerente também considera que os consumidores são pouco influenciados pelo preço do álcool ou da gasolina na hora da compra, considerando mais os prazos de financiamento.

Para o GNV (Gás Natural Veicular), Nogueira afirma que os efeitos da crise externa serão menores. "O GNV já está subindo um pouquinho todo mês", lembra. Em setembro, esse produto teve alta de 1,7%, passando a custar em média R$ 1,75. Nos últimos seis meses, a alta é de 10%.

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