Transporte já percebe os impactos da crise

O segmento logístico é um dos primeiros setores que sinalizam os efeitos da atual turbulência da economia mundial, pois os volumes movimentados oscilam. O vice-presidente mundial da Kuehne+Nagel, Heiko Schuhmacher, informa que já se percebe uma menor movimentação no transporte de cargas.

O executivo argumenta que os reflexos são mais psicológicos do que baseados em números e que é difícil calcular a extensão e o verdadeiro impacto da crise. Ele acrescenta que a maioria dos clientes da Kuehne+Nagel, principalmente os ligados ao setor automotivo, está prevendo uma recuperação para o final de 2010.

Schuhmacher participou nesta quinta-feira do Seminário Automotive Day realizado na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. O evento foi promovido pelo Instituto Gaúcho de Estudos Automotivos (Igea) e pela Kuehne+Nagel. A companhia é uma prestadora de serviços logísticos que oferece soluções em operações marítima, aérea, terrestre, despacho aduaneiro, projetos, carga refrigerada, entre outras ações. A representante da Kuehne+Nagel para o Rio Grande do Sul, Juliana Emanuelle do Prado, relata que a empresa atua no Estado há 15 anos e possui três filiais principais localizadas em Porto Alegre, Rio Grande e Caxias do Sul. No Brasil, são 22 escritórios.

Conforme Schuhmacher, uma das dificuldades que as empresas apresentam para estabelecer seus planejamentos logísticos, e agora intensificada com a crise econômica, é a da previsão de demanda. Algumas companhias estão optando por repassar a administração de sua cadeia logística a empresas especializadas.

O gerente-regional para a América do Sul da Kuehne+Nagel, Fernando Rimbano, diz que o sistema logístico a ser adotado depende das diferentes necessidades dos clientes. A utilização dos serviços de uma companhia especializada pode melhorar a qualidade do processo logístico ou diminuir a necessidade de emprego de capital por parte do contratante. O coordenador do Comitê de Logística do Igea, Marc Stanton, afirma que para o sucesso de uma operação conjunta é necessário possibilitar que o parceiro logístico tenha amplas informações sobre a atividade do cliente.

Fonte: Jornal do Comércio

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