Gás natural veicular completa 17 anos no Brasil

No último dia 8 de novembro, o segmento de Gás Natural Veicular (GNV) deu um passo para sua maioridade, quando completou 17 anos de existência no Brasil. Uma história que caminhou paralelamente aos avanços e retrocessos naturais da conjuntura e do setor de energia, mas que permanece promissora, considerando-se o objetivo do governo de aumentar a participação do gás natural na matriz energética nacional, saindo do patamar de 9,3%, em 2007, para 16% em 2014, e o volume a ser produzido no futuro em função das recentes descobertas do pré-sal.

O GNV tem uma participação de 11,22% na Matriz Energética do Gás Natural no Brasil. Temos hoje a terceira maior frota mundial movida a GNV, com 1.572.648 veículos. Temos 6% de toda a frota nacional de 25,3 milhões, movida a gás. Já dispomos de gás natural em 263 cidades no país e 1.604 postos de abastecimento oferecem este produto aos consumidores. Para algumas concessionárias de gás natural, a venda do GNV representa 45 a 47% do volume comercializado, viabilizando, através da construção de gasodutos para atingir estes postos de combustíveis, a possibilidade de atendimento de outros mercados como o residencial e o comercial.

A economia para o consumidor com o uso do GNV é muito grande. Não se pode apenas comparar o preço do combustível nas bombas sem levar em conta o rendimento para cada produto. Com 1 m3 de gás se roda em média 13 km , com 1 litro de gasolina se roda em média 10 km e com 1 litro de álcool se roda em média 7 km. Dependendo da região do país esta economia pode ser de 39 a 53% a favor do GNV.

Neste momento em que se discute o marco regulatório do gás natural no país, e se debate ainda como obter recursos financeiros necessários para o desenvolvimento da exploração, produção e transporte futuro do gás natural nos campos de pré-sal, não podemos nos esquecer que sem a existência de um mercado consumidor forte e diversificado não tem sentido para o País realizar este elevado investimento. Este mercado não é desenvolvido da noite para o dia, pois a infra-estrutura na área da distribuição também deve ser realizada para permitir a comercialização destes enormes volumes.

Para podermos comercializar 134 milhões de m3/dia em 2012 (sem considerarmos os novos volumes do pré-sal), temos que sair do patamar dos atuais 51 milhões de m3/dia. Para isto precisamos passar pelos 60, 70, 80, até 130 milhões de m3/dia. Isto se constrói dia-a-dia com credibilidade e passo a passo. O GNV é parte importante deste processo.

Fonte: Jornal do Commercio/GN News, CTGás, 13/11/08.

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