Gás natural: Ibéria poderá ser solução

Portugal poderá participar na "solução parcial" de "médio prazo" para o problema de insuficiência energética da União Europeia. Reunião de Bruxelas serviu apenas para discutir distribuição de gás a "curto prazo".

A plataforma ibérica para a distribuição de gás natural não fez, ontem, parte da agenda da reunião extraordinária dos 27 para resolver o problema gerado pela interrupção da distribuição pela Rússia à UE.

O ministro da Economia, Manuel Pinho, dizia no final da reunião que tinha dado conta aos seus colegas do contributo que Portugal poderia dar para resolver a insuficiência de gás natural liquefeito (GNL) de que sofre a UE, embora o tema não tenha sido discutido. Pinho lembrou que a Península Ibérica detém metade das entradas de gás natural da Europa. O ministro deu ainda nota sobre as cavernas de sal do Carriço, na Figueira da Foz, que o próprio diz serem a "melhor forma" de armazenar gás e assim contribuir para a "solução parcial" do problema europeu. Estas hipóteses fazem parte dos eventuais projectos de "médio prazo".

O Executivo diz que Portugal não tem falta de energia, já que "está bem ligado" à Argélia, com quem tem um acordo de distribuição. Para a Península Ibérica servir de porta de entrada da UE para o gás vindo do Norte de África é ainda necessário que sejam construídas vias de transportes a ligar Espanha a França e daí ao resto a Europa.

Ontem, Bruxelas queria resolver os problemas de "curto prazo", que conduziram à promessa de que as torneiras de gás russo seriam abertas hoje às 7 horas. Um compromisso entre Kiev e Moscovo que a presidência da UE dizia no fim da reunião ser bem-vindo, mas sobre o qual mantinha reservas, recordando que "diversos" compromissos foram quebrados nos últimos dias.

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