Devido a interrupção do fornecimento de gás

O presidente da Comissão Europeia (CE) advertiu esta quarta-feira as companhias de gás russa, Gazprom, e ucraniana, Naftogaz, que poderá recomendar que sejam levantadas acções legais contra as duas empresas caso o fornecimento de gás à Europa não seja restabelecido rapidamente. A Ucrânia prometeu, entretanto, retomar o trânsito de gás assim que este seja recebido.

Durão Barroso avisou que se os acordos apoiados pela União Europeia (UE) não forem honrados 'de forma urgente”, a CE “aconselhará as companhias europeias a apresentarem queixa perante a justiça e apelará aos Estados membros para uma acção concertada para encontrar formas alternativas de fornecimento energético e de trânsito do gás”.

'Veremos em breve se existe um problema técnico ou se não há vontade política para honrar o acordo', referiu o presidente da CE, assinalando que neste caso a Rússia e a Ucrânia “não podem ser considerados parceiros fiáveis para o fornecimento de energia'.

As declarações de Durão Barroso ocorrem um dia depois de a Rússia e a Ucrânia não terem honrado as promessas para restaurar o fornecimento de gás a vários países da UE, alguns dos quais enfrentam faltas graves no abastecimento, com Moscovo e Kiev a trocarem acusações para justificar a situação.

UCRÂNIA PROMETE ENVIAR GÁS ASSIM QUE RECEBER

A Ucrânia prometeu esta quarta-feira retomar o trânsito de gás para a Europa logo que a Rússia recomece o abastecimento.

“Se o gás for fornecido hoje, será imediatamente enviado”, afirmou a primeira-ministra ucraniana, Iulia Tomochenko, durante um encontro com o seu homólogo eslovaco, Robert Fisco.


As declarações de Timochenko foram proferidas pouco depois do porta-voz da companhia de gás ucraniana, Naftogaz, ter acusado o grupo russo Gazprom de tornar tecnicamente impossível o envio de gás para a Europa. Por sua vez, a empresa russa acusa Kiev de não querer deixar transitar pelo seu território o gás russo destinado aos Balcãs, à Moldávia e à Eslováquia.

Um bloqueio admitido por Kiev, que justifica o impedimento com as “condições e trânsito inaceitáveis”.

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