Quip entrega na próxima semana plano de instalação no dique

Todos os contratos feitos pela Petrobras que visam à construção da plataforma P-55 já estão sendo iniciados. A informação foi dada pelo gerente de empreendimento desta plataforma, engenheiro Francisco Carlos Ramos, também gerente de implantação do primeiro dique seco de grande porte do País, em execução no Superporto do Rio Grande. O da Quip S/A, para construção do convés, de dois módulos (de alojamento e de painéis elétricos) e integração dos módulos a P-55 é um deles. Esse contrato está em vigor desde o dia 2 deste mês e a empresa já tem mais de 200 pessoas mobilizadas no projeto. Ela deverá ser a primeira a se instalar no dique seco. O vencedor da licitação para realizar este serviço foi o Consórcio Top 55, mas considerando que a Quip já está constituída e que o consórcio é formado por acionistas dela, o contrato foi passado para a empresa.

Na última quarta-feira, a direção da Quip reuniu-se com Francisco Ramos e informou que na próxima semana irá entregar o plano de construção de suas instalações na “infra offshore” (denominação dada ao empreendimento do dique). Ela tem três meses para se instalar no local (contando janeiro), mas simultaneamente estarão chegando as vigas e nós para montagem da estrutura do convés. São 495 componentes metálicos, que totalizam cinco mil toneladas, adquiridos pela Petrobras na Usiminas, que começam a chegar ao dique em fevereiro. Há uma série de equipamentos para a construção da P-55 que é fornecida pela Companhia. A fabricação dos componentes para o casco é feita pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Suap (Pernambuco) e está com três meses de atraso. O estaleiro está construindo um dique e necessita das oficinas para esse trabalho. Em janeiro de 2010 essas peças começam a dar entrada no dique seco, em Rio Grande, onde será feita a montagem do casco da P-55.

A plataforma deve ficar pronta em julho de 2011. A previsão inicial era abril do mesmo ano.

Dique

A WTorre/Estaleiro Rio Grande também está com a obra do dique seco atrasada. O término é previsto para o final deste ano, quando deveria ter ocorrido em agosto do ano passado. Conforme Francisco Ramos, a WTorre alega dificuldades financeiras porque se deparou com problemas inesperados, como o solo e as fundações, e que a Petrobras tem pleitos que ela entende serem serviços adicionais, o que está em discussão. Além disso, há problemas técnicos do projeto que estão em avaliação para serem tomadas medidas corretivas.

Em torno de 85% da escavação no dique já foi executada. Da construção da laje do fundo, estão feitos 5%. As construções das oficinas da “infra offshore” estão quase prontas. Houve problemas em alguns equipamentos, como queima de transformadores, e elas devem ser concluídas em março deste ano. A Quip necessitará das oficinas na execução de serviço que lhe cabe.

Entre outras obras que ocorrem no empreendimento atualmente, está sendo preparada uma área de 10 mil metros quadrados, onde serão colocados os componentes da estrutura do convés da P-55 e outros equipamentos que a Companhia vai fornecer às empresas contratadas. A nova entrada da “infra offshore”, próximo à área em que a Quip implantará seus escritórios administrativos, está pronta e só não está em uso porque é preciso construir uma rótula de acesso na BR-392. Atualmente, a construção do empreendimento, que no total abrange uma área de aproximadamente 500 mil metros quadrados, está gerando em torno de 2 mil empregos diretos. O dique seco, maior obra da infra, tem 350 metros de comprimento por 130 de largura e profundidade de 13,80 metros abaixo do nível do mar. A estrutura possibilitará a construção, conversão e reparo de emergência de plataformas de produção e de perfuração.

Além da P-55, outros projetos, como a construção de uma série de cascos, estão previstos para serem feitos nele. A infra offshore ficará à disposição da Petrobras por dez anos.

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