Tire dúvidas sobre a limpeza de bicos injetores dos carros

A limpeza dos bicos injetores foi um dos temas levantados por leitores do G1 nesta semana. Confira essa e outras dúvidas sobre carros, como troca de pneus, andar na “banguela”, troca de óleo e, ainda, a história dos carros com carroceria tipo monobloco. Confira abaixo a resposta de algumas perguntas enviadas pelos internautas.

Em algumas marcas de carro, fala-se que os bicos injetores são autolimpantes, o que isto quer dizer? Você não precisa limpar?
- Nemias

O sistema autolimpante que já equipa diversos motores é um tipo de bico injetor que, como o nome diz, faz uma limpeza própria, ou seja, não requer a limpeza dos bicos injetores em uma oficina. Entretanto, podem ocorrer falhas com esse dispositivo e para verificar se o sistema apresenta irregularidades é preciso uma análise com aparelho específico. Mesmo assim o bico injetor ainda pode ter problemas e o vilão da história, que pode até danificar os bicos injetores, ainda é a gasolina ou álcool de má qualidade ou adulterado com solvente ou mesmo água.

Gostaria de saber a respeito da prática conhecida como “banguela”. Soltar o carro (com injeção eletrônica) em ponto morto nos declives em rodovias realmente economiza combustível e favorece o arrefecimento do motor? Há alguma diferença neste aspecto nos antigos motores com carburador?
- Luiz de Almeida, Guarapuava (PR)

Andar com o carro desengrenado, ou seja, na banguela, é uma prática não indicada para nenhum veículo, seja com injeção eletrônica ou não. Alguns acham que a banguela economiza, mas no caso especifico dos carros equipados com injeção eletrônica de combustível, quando o motorista pega uma longa descida e tira o pé do acelerador, mas mantém o motor engrenado, o que acontece é que a central eletrônica detecta isso e corta o envio de combustível por certo instante, o que economiza muito mais. Se o mesmo motorista entra nessa descida, mas coloca o carro em ponto morto, o que acontece é que a central eletrônica detecta que o carro está em marcha lenta e assim precisa de uma rotação mínima e, em conseqüência, o envio de combustível, o que vai gastar mais combustível em relação à condição anterior.

Na mesma situação, porém com um motor equipado com carburador, a banguela economiza, mas também é importante considerar a segurança, pois se for necessária uma frenagem de emergência ou mesmo desviar de algo no caminho, o carro engrenado estará sob o controle do motorista. Já na banguela, salve-se quem puder. Fora isso, a banguela exige demais dos freios, que podem se aquecer excessivamente e perder a eficiência. Quanto ao arrefecimento, não tem vantagem nenhuma. Teria alguma melhora se o carro estiver com a temperatura elevada, na zona vermelha do marcador, mas até então, o motor pode já estar danificado e a banguela só vai ajudar a encontrar um lugar seguro para ficar.

Devemos verificar o nível do óleo com o carro frio e motor desligado ou com o motor ligado?
- Marcelo

A inspeção do nível do óleo deve ser feita sempre com o carro desligado e, preferencialmente quando o motor estiver frio. Se for o caso do motor estar quente, o ideal é aguardar alguns instantes, algo em torno de 3 a 5 minutos, para que o óleo situado na parte superior desça para o cárter – reservatório do óleo do motor – e assim indique o nível de forma correta.

Com relação à embreagem, tenho o costume de sempre antes de lombadas ou saliências frear o carro e somente depois pisar na embreagem. Isso é bom ou não?
- Antonio

A maneira mais adequada de utilizar a embreagem é nas trocas de marchas levar o pedal até o final, parece redundante, mas boa parte dos motoristas não faz isso. Quando for reduzir a velocidade, pisar somente no freio e, ao perceber o veiculo quase parando, aí sim é o momento de pisar na embreagem. Também evite trocar de marcha quando o automóvel estiver passando por uma lombada, faça a troca antes ou depois da lombada, mas nunca durante a travessia. Nessa circunstância, as partes do veículo estarão em níveis diferentes como, por exemplo, o motor e o câmbio e isso com o tempo vai prejudicando as peças da transmissão. Dessa forma, a embreagem será poupada e sua vida útil prolongada.

Gostaria de saber qual o procedimento certo quando você compra dois peneus novos. Devo colocar os novos atrás ou na frente?
- Daniel

Quando temos pneus novos em um eixo e desgastados no outro eixo, teremos um desequilíbrio forte entre as performances. Em caso de montagem de apenas dois pneus novos, estes deverão ser montados no eixo traseiro. Os principais motivos para essa escolha são: os pneus mais novos na traseira garantem o equilíbrio do carro em freadas bruscas, ou seja, quando se freia fortemente o carro joga o peso para frente e a traseira mais leve tende a ter menos aderência ao solo. Com o pneu melhor na traseira evita-se isso. O automóvel também passa a ter melhor resposta em curvas fechadas. Normalmente, os carros têm a tendência de sair de frente, justamente por ser mais fácil a correção de direção. Se os pneus traseiros são mais usados, essa tendência passa para a parte de trás do automóvel, em que o motorista não tem controle direcional e facilmente pode ocorrer uma derrapagem.

Quando for comprar o pneu novo, tem de ser todos da mesma marca?
- Panyotis

Quando for efetuar a substituição, o ideal é que os quatro ou até mesmo os cinco, incluindo o estepe, sejam de uma mesma marca, mas principalmente que sejam de um mesmo modelo (desenho), com as mesmas características. Caso a opção seja pela substituição de apenas dois pneus, eles devem obrigatoriamente estar no mesmo eixo a fim de evitar problemas de geometria e comportamento do carro.

Sou interessado por história e curiosidades, poderiam explicar qual foi o primeiro carro com carroceria tipo monobloco?
- Pedro Aquino

O primeiro carro de fato a ser produzido em série com a carroceria do tipo monobloco é uma incógnita ou então uma boa discussão. Alguns historiadores atribuem ao Lancia Lambda 1927 o título de primeiro carro monobloco do mundo. Porém, o Opel Olympia 1936 também requer esse reconhecimento, mas tudo indica que o Ford Consul de 1950 seja considerado o primeiro monobloco mundial. No Brasil, o automóvel que detém esse título é o Aero Willys 1963, que também foi o primeiro carro projetado e fabricado por aqui. (Globo.com/G1/Ricardo Lopes da Fonseca)

Fonte: Globo.com/G1

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