Balanço do gás natural no Brasil

Em outras ocasiões nos anos passados, temos procurado dar aos nossos leitores elementos para que conheçam qual o balanço do gás natural no Brasil, ou seja, como se equilibram, de um lado, a produção nacional mais as importações, e de outro lado as vendas das distribuidoras, mais o consumo próprio da Petrobras, e ainda as perdas, a queima e a reinjeção do gás nos próprios campos produtores. Para isto, temos nos valido dos dados da ANP, que embora precisos e claros, não cobrem a totalidade dos detalhes necessários ao completo esclarecimento, além de serem publicados com razoável defasagem.


Nos últimos meses, dispomos de uma nova fonte que preenche quase inteiramente as lacunas encontradas anteriormente, o Departamento de Gás Natural do MME – Ministério de Minas e Energia, cujo diretor, Marco Antonio M. Almeida, ouvimos recentemente na 6ª edição do Gas Summit Latin América. Sob o título “Balanço de gás natural no Brasil”, o “Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria do Gás Natural” publica a cada trinta dias informações bastante detalhadas, além de muitos outros dados sobre a atividade (boletimdogas@gov.br)


Para fazer um balanço atual do gás, reproduzimos abaixo o que ocorreu no mês de abril/09, usando os números constantes do “Boletim” no 26, de maio/09. Os dados são em milhões de m3/dia, como é mais frequente.

O “Balanço de gás natural no Brasil” feito pelo MME apresenta dados dos outros meses de 2009, e médias anuais desde 2005. Usando estas informações, que não transcrevemos, podemos concluir que os dados de abril/09 são fracos, se os compararmos com os elevados níveis de 2008. O item 1, Produção nacional, foi de 59,16 milhões de m3/dia na média de 2008, e o item 14, Vendas das distribuidoras, atingiu 49,82 milhões de m3/dia naquele ano.

Por outro lado, o item 3, Queima e perdas, aumentou muito em abril/09, comparando-o com a média de 5,99 milhões de m3/dia em 2008. Os dois primeiros casos parecem ser reflexos da crise econômica que ainda está presente em vários segmentos do mercado, e da redução do suprimento de gás às térmicas. No caso da queima e perdas (infelizmente ainda agrupados, não permitindo um exame mais preciso de cada uma), a principal causa do aumento foi a não conexão do gás associado proveniente das novas plataformas à rede de escoamento, o que já foi parcialmente sanado.


O que se espera do mês de maio é uma reação dos dados de produção e consumo, pela ativação de algumas térmicas e melhora nas atividades em geral, e redução das perdas e queimas. Com os dados sendo disponibilizados a períodos certos, este acompanhamento poderá ser feito com facilidade pelos agentes econômicos da atividade.

Fone: Boletim Gas Net

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