Cerca de 20% da frota nacional de caminhões está acima da idade média

De acordo com dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o Brasil possui cerca de 1,4 milhão de caminhões trafegando nas estradas. Deste total, mais ou menos 20% da frota de veículos pesados (270 mil) possuem mais de 30 anos.

Segundo o Presidente do Setcepar (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná), Fernando Klein Nunes “Este é um dado alarmante, uma vez que um caminhão mais velho polui mais, coloca em risco a vida do motorista e dos outros usuários da via, já que muitos destes veículos nem deveriam ou poderiam estar rodando”, afirma.

Para Nunes, um dos grandes problemas desta situação está na falta de financiamento adequado para atender os motoristas autônomos. O presidente comenta que a idade média dos veículos destes profissionais é de 23 anos, enquanto que a das transportadoras é de 11 anos. “Com estes dados fica claro que programas em prol da renovação de frota deveriam estar, em um primeiro momento, direcionados especificamente para a classe de trabalhadores”, explica. “É evidente, porém, que os benefícios indiretos como a redução de acidentes e de poluentes jogados na atmosfera afetam a todos e não só os autônomos. Por isso, a classe como um todo deve se unir para modificar este quadro atual, cobrando investimentos necessários por parte do governo para a troca de toda a frota brasileira de transporte de cargas”, destaca.

O presidente aponta ainda dados estatísticos que revelam o perigo que um caminhão sem condições de uso, no caso os mais antigos, pode causar nas estradas. Nunes cita dados do MPS (Ministério da Previdência Social), divulgados no anuário estatístico de 2007. “O transporte rodoviário de cargas, quando comparado às demais atividades econômicas responde, sozinho, por 15% dos óbitos nas rodovias e 7% dos casos de invalidez permanente. Este é um número muito alto e, sem dúvida, representa um alto custo para o Governo Federal. Seria muito mais barato investir na renovação da frota, que seria o início de uma série de ações que deveriam ser realizadas nas rodovias brasileiras para modificar este quadro estatístico”, ressalta.

Fonte: Assessoria de Imprensa- ANFIR
http://www.anfir.org.br/noticia.asp?var1=2628

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