Em 2011, norma exigirá protetor lateral em veículos pesados



fonte: Webtranspo

A partir de janeiro de 2011, todos os caminhões de grande porte e rebocadores produzidos no País deverão sair das fábricas com um novo equipamento de segurança: o protetor lateral. A nova norma do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) foi publicada na última sexta-feira, 24, no Diário Oficial da União.

De acordo com informações do conselho, o objetivo da determinação é prevenir ou minimizar colisões. Pois, segundo o órgão, o equipamento pode evitar que motos, bicicletas ou veículos de pequeno porte sejam esmagados pelas rodas dos caminhões.

Para a NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), outra vantagem da nova lei é a preservação da estrutura do veículo em caso de acidentes. De acordo com a entidade, nestas situações, o impacto inicial seria absorvido pelas barras protetoras.

“Acreditamos que a utilização dos protetores nos veículos de carga contribuirá para reduzir o alarmante número de acidentes envolvendo caminhões”, pondera Neuto Gonçalves dos Reis, coordenador técnico da NTC&Logística e Relator de matéria na câmara técnica de assuntos veiculares do Contran.

Segundo ele, embora a medida seja obrigatória apenas para veículos novos, seria muito interessante que os transportadores aplicassem a medida em toda a sua frota. “O transportador deve se conscientizar da importância de evitar acidentes” aponta.

Contraponto

Embora a medida vise aumentar a segurança, para Reis a nova obrigatoriedade causará reclamações por parte dos transportadores. “Haverá um aumento no custo para aquisição destes veículos, pois é mais um equipamento que deverá conter no caminhão. Portanto, as montadoras não arcarão com estes custos sozinhas”, afirma o coordenador técnico sem estimar qual será o incremento nos gastos.

Além disso, a adoção da medida poderá reduzir a capacidade da carga útil transportada. No entanto, Reis acredita que o transportador tem que perceber que estes inconvenientes podem assegurar a integridade física da população e livrar os proprietários dos caminhões de elevadas indenizações por danos materiais e pessoais.

“Para diminuir estes impactos, alguns transportadores mais avançados já utilizam essa solução. Além disso, algumas empresas, principalmente as que movimentam produtos perigosos, exigem este dispositivo”, finaliza. (Webtranspo/Elizabete Vasconcelos)

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