Motorista desconhece que turbo reduz consumo de emissão de gases




Pesquisa realizada pela Honeywell Turbo Technologies na região da Grande São Paulo mostrou que o consumidor desconhece a contribuição da turboalimentação de motores para a economia de combustível e para a redução da emissão de gases poluentes, especialmente o CO2 (dióxido de carbono), gás do efeito estufa que mais contribui para o aquecimento global.

Na pesquisa, a maioria dos cerca de 1.000 proprietários de automóveis de quatro cidades da Grande São Paulo (Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo e São Paulo) apontou o aumento de potência do motor, a maior satisfação na dirigibilidade e a segurança nas ultrapassagens como os principais benefícios do sistema de turboalimentação de motores.

Para Thaise Silveira, gerente de vendas da empresa, o resultado da pesquisa comprova que o consumidor brasileiro tem uma visão parcial em relação aos benefícios da turboalimentação. E considera essa percepção equivocada como um mito que se sobrepõe à realidade.

“É evidente que o turbo amplia a potência do motor, acentua o desempenho do veículo e permite ultrapassagens mais rápidas e seguras. Mas o consumidor não se atém ao fato de que estudos e testes permanentemente realizados pela Honeywell comprovam economia de combustível em torno de 15% em relação ao motor aspirado e o mesmo percentual em termos de preservação do meio ambiente.

Esse desconhecimento é confirmado por Christian Streck, gerente de engenharia da empresa, ao lembrar que sem a turboalimentação nenhum motor a diesel utilizado em todo o mundo atenderia aos limites impostos pelas normas atuais Euro (Europa), EPA (Estados Unidos) e CONAMA (Brasil).

“Ao contrário do Brasil, na Europa o consumidor tem consciência do benefício do turbo para a redução da emissão de poluentes. Por isso, metade da frota de automóveis é composta por modelos turbodiesel”, salienta Streck.

O executivo informa que a necessidade de a indústria automobilística reduzir as emissões de poluentes aumenta a tendência para o uso do turbo também em motores a gasolina, especialmente na Europa e que deve se expandir a outros mercados. “Trata-se do processo denominado downsizing, por intermédio da redução do tamanho dos motores e da aplicação da turboalimentação. São vários os exemplos de fábricas que já optaram por esse caminho de adotar motores menores, turboalimentados, o que resulta em economia de combustível e redução dos níveis de emissão de poluentes”, acrescenta Streck. De acordo com Streck, o downsizing permite diminuir os motores de 1.8L ou 2.0L para 1.4L com turbo, mantendo o mesmo desempenho, mas com forte redução de consumo de combustível e de emissões.

Thaíse Silveira acrescenta que a pesquisa mostrou, também, que existe a percepção do consumidor de que um veículo com motor turbinado custa muito mais caro. Ela reconhece que as tentativas anteriores feitas pela indústria brasileira foram voltadas para a esportividade e para nichos de mercado que exigiam um posicionamento diferenciado de preços.

“O projeto de um carro turboalimentado deve ser totalmente ajustado ao turbo, envolvendo motor, transmissão e outros sistemas, como suspensão e freios, permitindo formar um conjunto com boa equação custo-benefício e excelente resultado em economia de combustível e meio ambiente”, explica Thaíse.

Ela acrescenta que a Honeywell está atenta às tendências do mercado e que desenvolve no Brasil um intenso esforço de engenharia para mostrar aos fabricantes de veículos (principalmente a gasolina e flex) as vantagens e os diferenciais da turboalimentação. “Estudos realizados pela empresa no mercado europeu apontam que, como ocorreu com os automóveis a diesel, os veículos a gasolina deverão receber a turboalimentação nos próximos três anos, com significativa contribuição para o atendimento às rígidas normas impostas pela legislação ambiental”, finaliza Thaíse Silveira.

Fonte: Assessoria de Imprensa - ANFIR

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