Petrobras afirma que pré-sal representará um crescimento único na capacidade de produção de gás natural

Na abertura oficial do 22º Fórum Mundial de Gás LP, em início de outubro, no Rio, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, informou que o Brasil continuará a ser, pelo menos até 2020, importador de gás liquefeito de petróleo (Gas LP). Embora as recentes descobertas na área do pré-sal representem “perspectivas de crescimento na capacidade de produção de gás natural únicas no mundo”, o país ainda dependerá de compras no exterior – sobretudo na África e nas Américas – em relação ao gás LP, derivado do petróleo.

Pedro Jorge Filho, superintendente da Ultragaz, empresa líder do mercado nacional, de gás LP, tem visão semelhante. Ressaltou a tendência de aumento da oferta nacional desse combustível para os próximos anos. A estimativa é de que, em 10 anos, a disponibilidade de gás LP dobre no país, atingindo 14 milhões de toneladas em 2020. Para o executivo, o gás natural não deve ser visto como uma ameaça. Ele lembrou que em todos os países onde esse gás teve oferta ampliada, a percepção sobre o gás LP também melhorou e as vendas cresceram expressivamente.

Gabrielli foi o primeiro palestrante do evento, ao qual estiveram presentes o governador do Rio, Sérgio Cabral (que aproveitou para dizer, em tom descontraído, que a partir de agora a energia do Rio “é olímpica”), o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello (entidade que organiza o encontro), e o presidente da World LP Gas Association, o indiano Sarthak Behuria (que confirmou que as belezas naturais do Rio foram determinantes para a escolha da cidade como sede do fórum pela segunda vez – a primeira foi em 1991), entre outras autoridades e representantes do setor.


Na avaliação do presidente da Petrobras, haverá aumento de 1,7% ao ano na demanda residencial de gás LP até 2020. Para Gabrielli, as mudanças tecnológicas imprimidas às embalagens do gás LP trarão benefícios para os consumidores residenciais nos próximos anos. Os novos botijões, de 5 quilos e de 10 quilos de conteúdo, numa moderna embalagem de fibra de vidro e plástico, serão uma opção mais barata e segura aos atuais botijões de metal de 13 quilos.


Também de olho no futuro, porém mais otimista que Gabrielli, o presidente do Sindigás previu expansão ainda maior para a demanda por gás LP. “O aquecimento de água doméstica, no Brasil, é um mercado gigantesco”, apontou Bandeira de Mello, ressaltando que hoje a maioria dos chuveiros são elétricos, mas podem vir a mudar de matriz energética. Atualmente, a oferta de gás LP no país chega a 6,4 milhões de toneladas por ano. Para 2030, sua previsão é de que ultrapasse 16 milhões de toneladas/ano.



De acordo com Gabrielli, já foram perfurados 47 poços na bacia de Santos, com sucesso em 41 deles. “A taxa de 87% de sucesso é extraordinária". Especificamente para a busca de petróleo no pré-sal, foram perfurados 13 poços, com 100% de sucesso. O gás natural aparece associado ao petróleo, e sua produção crescerá provavelmente mais rápido que a demanda.

Não obstante seus gigantescos investimentos em áreas como refinarias, exploração & desenvolvimento e transporte, Gabrielli garantiu que a empresa vai se manter presente em toda a cadeia produtiva do gás LP: produção, armazenamento, distribuição, até em importação.


Fonte: Vânia Santos, Insight Eng. de Comunicação, 08/10/09
site Gas net

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