Mesmo com crises, combustíveis caem

Nem a falta de GNV (Gás Natural Veicular), nem o começo da entressafra da cana-de-açúcar e muito menos o preço do barril do petróleo beirando US$ 100 foram suficientes para empurrar os preços de combustíveis para cima na última semana.

O levantamento semanal do Diário com base em pesquisa da ANP (Agência Nacional de Petróleo) aponta que os preços dos três principais combustíveis – álcool, gasolina e GNV – registraram queda no último período.

O resultado mais forte foi o do álcool, que ficou 6,57% mais barato nos postos da região e hoje é cotado a uma média de R$ 1,01, em comparação aos R$ 1,081 da última pesquisa.

A redução de sete centavos na média regional foi puxada por São Bernardo (-1,64%) e só não foi maior porque em São Caetano e Diadema o preço do combustível explodiu. Foi um aumento de 7,73% (ou oito centavos) nos postos sancaetanenses e de 5,2% (ou cinco centavos) nos diademenses, em uma semana.

Grande parte desse impulso para cima se deu por conta do fim da safra de cana-de-açúcar que já se reverte nos preços nas usinas. No entanto, na semana pesquisada, as distribuidoras ainda não haviam revertido esse novo valor para os postos, o que deve acontecer a partir de agora.

No caso do GNV, o que poderia ter aumentado o preço do m³ foi o susto que a Petrobras deu na semana retrasada ao limitar a distribuição de gás para os postos fluminenses. No entanto, isso não aconteceu em São Paulo e, ao contrário do previsto pelos revendedores, não houve nem reajustes de preços. Assim, o combustível ficou praticamente estável, em R$ 1,127.

Como é de praxe, os movimentos internacionais quanto ao preço do petróleo foram barrados pela Petrobras e a gasolina não sofreu reajustes. Na região, isso se refletiu em queda de meio centavo, ou 0,21%, no combustível, que hoje custa R$ 2,332 o litro, em média.


Nas usinas, derivado de cana já sobe há quatro semanas
Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

O resultado ainda não atingiu os postos, mas o preço do álcool nas usinas já subiu dois dígitos. A alta é impulsionada pelo fim da safra de cana-de-açúcar.

Quem faz o alerta é o Cepea/Esalq (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).

Estudo da entidade mostra que no começo de outubro o litro do álcool hidratado (misturado com água, feito para abastecimento direto), custava R$ 0,658 o litro. Desde então, têm acumulado sucessivas altas e hoje se encontra a R$ 0,778.

Isso representa um aumento de 18% nas últimas quatro semanas – onze centavos de encarecimento em um mês.

Segundo o levantamento do Cepea/Esalq, só na última semana a variação foi de 9%, ou mais de seis centavos em sete dias.

O álcool anidro (álcool puro, para ser misturado à gasolina) apresenta quadro similar, mas não tão drástico. O combustível, que é adicionado à gasolina em proporção de 25% por litro, teve uma alta acumulada de 9,98% nas duas últimas semanas, o equivalente a pouco menos de seis centavos.

Como no caso do hidratado, o encarecimento do anidro se concentrou na última semana (8,13%) e hoje o litro custa R$ 0,634.

Fonte:
Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC
http://economia.dgabc.com.br/materia.asp?materia=616313

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