Táxis com gás e seguro financiados




Os taxistas poderão financiar a conversão para o GNV e o primeiro ano de seguro na compra de um veículo novo com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A mudança nas regras vai permitir que os taxistas façam o financiamento no Banco do Brasil para cobrir o empréstimo, a conversão do automóvel e o seguro.

No ano passado, o Governo já havia liberado R$ 100 milhões do FAT para os taxistas, mas, apenas para a compra do carro. O financiamento pode ser feito em até cinco anos, com três meses de carência — período no qual serão pagos apenas os juros da operação de crédito.

O financiamento pode ser de até 90% do valor do veículo, que não pode ultrapassar R$ 60 mil. O táxi deve ter, no mínimo, motor 2.0 e quatro portas. O financiamento será corrigido pela Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP), que atualmente está em torno de 6% ao ano, mais 4% ao ano. O valor do kit gás varia, na cidade de São Paulo, de R$ 1.500 a R$ 3 mil de acordo com a capacidade dos cilindros e o modelo do carro.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o taxista que já tem um financiamento aprovado com recursos do FAT não poderá fazer uma operação para pagar a conversão para o GNV ou fazer o seguro. Por outro lado, o profissional que ainda não tem o financiamento pode, se quiser, fazer a operação apenas no valor do veículo, ou do carro e do seguro. Quem tem restrição financeira ou está com o INSS atrasado não poderá fazer o financiamento do táxi.

Além da documentação para a liberação do crédito, o trabalhador terá que apresentar ao banco a licença ou alvará que comprove a profissão de taxista autônomo. Na capital, segundo dados do sindicato da categoria, existem cerca de 30 mil profissionais que poderão ser beneficiados. O Ministério do Trabalho estima que serão feitas cerca 2.100 operações.

Autônomos terão cerca de R$ 430 mi

O Governo federal também destinou recursos do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT) para outros setores de autônomos, como costureiras, donos de pequenos restaurantes e motoristas de vans. Ao todo, esses profissionais terão R$ 430 milhões de crédito para investir no negócio em 2010. Para costureiras e alfaiates são R$ 40 milhões. Para o transporte coletivo complementar (vans) são R$ 160 milhões.

Como crédito para empreendedor popular, foram reservados R$ 30,5 milhões do FAT. Os donos de bares e restaurantes, na categoria de micro ou pequena empresa,terão direito a R$ 200 milhões.

Fonte: Diário de São Paulo/Sindcomb Notícias, abril/10

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