Em breve, o trem flex






O gás natural será usado a partir de 2011 como combustível substituto de parte do óleo diesel em toda a frota de locomotivas da Estrada de Ferro Vitória a Minas, controlada pela Vale. A companhia lançou o projeto de mistura do combustível limpo ao diesel em fevereiro e já considera a substituição viável pelos testes realizados no Centro de Controle de Operação da ferrovia no Espírito Santo. A decisão foi anunciada pelo diretor de Logística, Gestão de Projetos e Sustentabilidade da mineradora, Eduardo Bartolomeo. A Vale também decidiu estudar o pinhão- manso de Minas Gerais como matéria-prima para incluir o biodiesel na matriz energética de suas atividades.



As 350 máquinas da Vitória a Minas, ferrovia que escoa o minério de ferro explorado pela Vale no estado, serão convertidas dentro de um ano e meio para uso do gás natural. Com base no projeto lançado este ano, o combustível entrará na composição que alimenta as locomotivas na proporção de 50% a 70%. Com a nova mistura, deixarão de ser emitidas 73 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera a cada ano. “Vencemos a barreira para uso do gás natural, mas os testes ainda se estenderão até o ano que vem. São investimentos que demandam muito dinheiro e tecnologia”, afirmou Bartolomeo.



Na atual etapa de testes com o gás natural, os técnicos da ferrovia estão analisando a adaptação de diferentes tipos de motores ao combustível. De acordo com informações preliminares, a Vale evitará a emissão de gás carbônico equivalente em níveis superiores ao que a empresa deixou de emitir no ano passado com a mistura de biodisel em máquinas, caminhões fora de estrada e na geração elétrica. A companhia lançou o seu projeto de produção de biodiesel em 2007. Responsável por 40% de toda a carga ferroviária de minério transportada no país, a Vitória a Minas carrega minério de ferro, produtos agrícolas, fertilizantes, celulose, contêineres, combustíveis e produtos siderúrgicos.



Os atuais planos da mineradora ainda não contemplam a produção própria de gás, mas a Vale já está investindo no combustível. A empresa é parceira da Petrobras, da companhia petrolífera hispano-argentina Repsol YPF e da australiana Woodside na pesquisa de gás na Bacia de Campos. Em maio, o consórcio anunciou descobertas. A Vale e a Petrobras anunciaram em fins de abril parceria para investimentos em gás no Espírito Santo. Os presidentes da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e da mineradora, Roger Agnelli, concederam entrevista na sede da estatal.



Dentro do seu programa para obtenção de biodiesel, a Vale informou ter firmado parceria com a Biopalma da Amazônia S.A. para produzir óleo de palma (de dendê) como matéria-prima do biodiesel que alimentará, a partir de 2014, a Estrada de Ferro Carajás, no Pará.




Fonte: Estado de Minas/Sindcomb Notícias, abril/10

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