Inspeção veicular: oficinas crescem



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Um estudo do Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) aponta que o volume de serviços nas oficinas mecânicas – especialmente nas especializadas na linha pesada (caminhões e comerciais leves) - deve crescer em 20% neste ano, em razão da inspeção veicular.

De acordo com o Sindicato, a pesquisa realizada em 125 oficinas para veículos diesel no Estado de São Paulo apontou que o serviço aumentou principalmente porque a maioria dos veículos está sendo reprovado na inspeção - 80% dos reparos são realizados após a inspeção ambiental e apenas 20% estão relacionados à pré-inspeção.

Na opinião de Antônio Fiola, presidente da entidade, “a inspeção veicular tem sido fundamental para fomentar o serviço nas oficinas mecânicas, já que essas precisam fornecer também o laudo da inspeção veicular”, observa.

Obrigatória para veículos a diesel desde maio de 2008, a inspeção veicular tem reprovado a maior parte dos veículos por componentes mal conservados por falta de manutenção preventiva que, conforme considera Fiola, precisa ser trabalhada para que passe a ser rotina na cultura dos proprietários.

Segundo o levantamento do Sindirepa, da porcentagem de veículos reprovados que são encaminhados para as oficinas, 65% tem problemas relacionados à bomba e bico injetor, 10% na retífica de motor, 10% corresponde à revisão, 5% ao lacre da bomba, RPM, teste de opacímetro e vazamentos e 5% à descarbonização - limpeza do sistema de injeção eletrônica e lubrificação para a retirada de resíduos acumulados em áreas internas do motor – e teste de opacidade.

Em razão disso, o mercado de reposição também sente os efeitos positivos da inspeção veicular. De acordo com o Sindipeças, os fabricantes de autopeças têm a perspectiva de aumentar em 10% as vendas. Especificamente para o mercado de veículos pesados, o segmento deve incrementar os negócios em 5,5%.

Conforme dados do Sindipeças, as vendas para reposição representaram um salto de 13,6% (em 2007) para 15,6% (em 2010) no desempenho total das empresas associadas à entidade. “O crescimento indica um grande diferencial nesse período em que as vendas totais dessas empresas caíram 0,8%”, declara Antônio Carlos Bento, coordenador do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva).

Conforme o relato de Fiola outros fatores devem impulsionar o setor nos próximos três anos; o primeiro deles é a inserção de mais um milhão de veículos, em média, à frota circulante e, além disso, a inspeção ambiental veicular será instaurada em outros estados brasileiros.

A perspectiva do GMA, conforme mencionou Bento, é que nos próximos anos o segmento cresça na ordem de 6%. “A melhora consistente do ambiente econômico, condições mais favoráveis de crédito e incrementos expressivos na produção da construção civil e na extração do minério de ferro” devem contribuir para o alcance do objetivo, disse. (Webtranspo/Eliane Leite)

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