NGK alerta: veículos convertidos a GNV podem apresentar fenômeno back fire





Quando se percebe barulhos no funcionamento do motor, semelhantes a estouros, é sinal de problemas no sistema de ignição. A NGK, principal fabricante e especialista em velas de ignição do mundo, alerta que isso pode ser conseqüência do back fire. Comum em veículos convertidos a GNV (Gás Natural Veicular), o fenômeno é o retorno da chama pelo coletor da admissão durante a sobreposição das válvulas. O back fire acontece quando as válvulas de admissão e escape estão abertas ao mesmo tempo e ainda existe queima na câmara de combustão.

Uma das principais causas do back fire é o ponto de ignição atrasado. Como o veículo movido a GNV possui velocidade de queima menor que outro combustível, é necessário que o ponto de ignição do veículo seja adiantado. Outra causa do fenômeno são as falhas no sistema de ignição e a instalação e/ou regulagem incorreta do kit GNV, que resulta em uma mistura pobre de ar e gás e na diminuição da velocidade de queima. Essas reações podem gerar danos ao sistema de admissão, como alojamento do filtro, coletor de admissão de plástico e perda do pleno desempenho do automóvel.


Para evitar que ocorra o back fire no automóvel é recomendável a constante avaliação das velas e cabos de ignição. “A manutenção preventiva do sistema de ignição é a melhor maneira de evitar o problema. Em veículos convertidos a GNV é aconselhável a troca das velas de ignição a cada 10 mil quilômetros, metade do tempo recomendado para automóveis a gasolina ou a álcool. Também é importante a instalação do gerenciador de emissões e variador de avanço, além de trabalhar com misturas adequadas, que possibilitam a diminuição da resistência dielétrica do automóvel”, explica Ricardo Namie, chefe da Assistência Técnica da NGK.


Outra dica é a instalação de velas de ignição com maior ignibilidade, como a vela Green e Platina. Para mais informações ou dúvidas, a NGK possui o Serviço de Atendimento ao Cliente, por meio do número 0800 197 112 (ligação gratuita).



Fonte: Oficina Brasil, Caderno Sul, dez/08.

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