GE vai construir centro de manutenção de turbinas a gás no Brasil

Empresa faz lançamento mundial, no país, de dois novos modelos de unidades geradoras

A GE anunciou em 7 de outubro a construção de um centro de manutenção de turbinas a gás aeroderivadas, usadas em geração de energia, cogeração e unidades de exploração de petróleo. O centro ficará em Petrópolis (RJ) e receberá investimentos de US$ 10 milhões.

A unidade, que ficará próxima à GE Celma (de turbinas de avião), começará a funcionar no primeiro trimestre de 2011, segundo Darryl Wilson, vice-presidente de Turbinas a Gás Aeroderivadas para a GE Energy & Water, que participou de entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

O executivo disse que a unidade poderá fazer a manutenção de 25 a 50 turbinas por ano. O centro ficará instalado em um prédio com 2.044 metros quadrados e terreno de 7.900 metros quadrados. A GE vai oferecer serviços e processos logísticos, reparo de componentes e manutenção e suporte para montagens complexas. Os reparos do parque de 80 turbinas instaladas no país era feito nos Estados Unidos, onde os equipamentos são fabricados.


"Os desenvolvimentos que tivemos nos últimos 12 meses foram excepcionais", disse o executivo, que espera instalar mais 20 turbinas no Brasil nos próximos cinco anos. Para reforçar essa estratégia a empresa anunciou ainda o lançamento de dois novos modelos de turbinas LM6000 - PG e PH. A maior turbina do modelo LM6000 está operando na Termomacaé, de propriedade da Petrobras. Wilson ressaltou que as novas turbinas são mais eficientes e tem menores emissões de gases poluentes. Hoje a GE tem cerca de 80 turbinas instaladas no Brasil.


A GE anunciou ainda que o centro de manutenção de turbinas é parte de um total de US$ 250 milhões em investimentos que a empresa planeja realizar no Brasil nos próximos anos, os quais trarão para o pais as mais recentes tecnologias desenvolvidas para a área de petróleo, gás natural e energia. A GE espera ter parte importante no desenvolvimento do pré-sal brasileiro.

Fonte: Alexandre Canazio, Agênca CanalEnergia, outubro/10

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