População deve cobrar inspeção para evitar acidentes

O prazo para o cumprimento das regras de segurança a serem obedecidas pelo setor de mármore e granito foi prorrogado. Inicialmente, os ajustes nos veículos de transporte de rochas ornamentais deveriam ser feitos até 2009, mas a data foi adiada para julho de 2010. Os trâmites legais nos órgãos federais de trânsito estenderam ainda mais o tempo para aderir às exigências. Dessa forma, os ajustes e o laudo da inspeção em uma ITL só serão cobrados como itens indispensáveis para a liberação do Certificado de Segurança Veicular (CSV) em 2012.

Isso significa que as licenças anuais dos veículos em 2011 poderão ser emitidas mesmo que os caminhões circulem sem os itens de segurança. A decisão é válida para todo o território nacional, mas, se torna mais preocupante no caso do Espírito Santo, que é um dos principais estados exportadores de rochas do País. Isso torna o tráfego de carretas nas estradas capixabas, estaduais e federais, mais intenso.
Diante desse panorama, cabe ao Governo do Estado – por meio do Detran/ES - exigir que por aqui sejam tomadas providências imediatas, reduzindo o prazo de cobrança das regras. Uma forma que população tem de entrar nessa discussão é pedindo apoio do Ministério Público Federal, para que o órgão exija ações no Espírito Santo, de forma a impedir essa falta de controle nas rodovias este ano.

Sobre regras de segurança
Em 2007, aconteceu um acidente envolvendo um caminhão de transporte de rochas e um ônibus da Viação São Geraldo, em Guaraná. O impacto foi tão grande que causou várias mortes. Esse foi o pontapé para definição de regras de segurança.
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio da resolução 264, exigiu adaptações diversas, como treinamento de segurança obrigatório para os motoristas e travas nos veículos. As modificações deveriam ser feitas em oficinas especializadas e, posteriormente, os veículos seriam submetidos à inspeção em organismos licenciados ao Inmetro.
Uma das determinações mais polêmicas é a utilização do caminhão Dolly, que proporciona uma melhor distribuição do peso da carga na carroceria e menor impacto no piso das estradas. Os empresários, porém, alegam que esse modelo não sobe nas pedreiras, inviabilizando o transporte.

Para resolver o problema, em 2009, formou-se o grupo de estudo para elaborar alternativas e sugerir avanços na Resolução 264. Coordenada pelo então diretor técnico do Detran, Marcelo Ferraz, a equipe produziu um documento e encaminhou ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Dentre as sugestões para aumentar a segurança no transporte de rochas ornamentais no país, estão o uso de contêineres e a produção de blocos menores de pedras.

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