País poderá ter 4º terminal de gás natural

Para o presidente da Petrobras, se demanda subir para 200 milhões de metros cúbicos diários em 2020, oferta será ampliada. José Sergio Gabrielli disse que não haverá problema de caixa para fazer os investimentos de US$ 224 bi até 2015

Se a demanda por gás natural no Brasil crescer dos atuais 96 milhões de metros cúbicos por dia para 200 milhões em 2020, a Petrobras deverá construir um quarto terminal de gás natural liquefeito (GNL), informou o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.

O executivo apresentou um estudo a representantes da indústria do petróleo, em seminário promovido pelo Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças). Gabrielli afirmou que a oferta de gás natural em 2020 vai girar em torno dos 173 milhões de metros cúbicos diários (somando a produção nos campos brasileiros ao gás boliviano e ao GNL), o que pode gerar um deficit de 27 milhões de metros cúbicos.

"Não estamos projetando um desequilíbrio estrutural do mercado de gás, mas afirmando que temos que ajustar a oferta à demanda, e temos tempo para isso", disse. Ele disse que no momento não é possível estimar o volume de oferta que a Petrobras terá a partir de 2016, principalmente por não saber a quantidade de gás natural que será necessária para injetar na produção do pré-sal.


"Pode ser que sobre gás injetado, que tenhamos novas fronteiras e a demanda pode não ser tão grande (como projetado)", avaliou o executivo. Gabrielli negou problema de caixa para fazer frente aos investimentos de US$ 224 bilhões até 2015, apesar da crise que atingiu Japão, Europa e Estados Unidos.

Captação
Para cumprir o plano, a estatal precisa captar entre US$ 7 bilhões e US$ 12 bilhões por ano até 2015. "Acreditamos que o problema no mercado financeiro não é falta de liquidez. Em janeiro de 2009 levantamos US$ 6 bilhões de empréstimo-ponte; em janeiro de 2011, mais US$ 3 bilhões. Hoje nosso caixa é de US$ 26 bilhões e programamos desinvestimentos de US$ 13 bilhões." Segundo Gabrielli, a empresa já recebeu várias propostas de compra de ativos.

Cerca de metade dos US$ 13 bilhões previstos para serem obtidos com os desinvestimentos da empresa, porém, referem-se à venda de recebíveis da companhia. Outra parte virá da venda de participações que a Petrobras detém em mais de 200 empresas, informou.

Fonte: Denise Luna, Folha de S. Paulo/Clipping CanalEnergia, novembro/11

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