Petrobras afasta risco de desabastecimento de GNV

O presidente da Petrobras Distribuidora, José Eduardo Dutra, afastou o risco de desabastecimento de gás natural veicular (GNV) para a frota nacional que usa o combustível. Na semana passada, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Jerson Kellman, admitiu o risco de o problema se repetir em janeiro, caso as usinas termoelétricas do Sudeste e Centro-Oeste tenham de ser ligadas novamente.


"Há hoje 1,4 milhão de automóveis movidos a GNV. Então, esse mercado tem de ser abastecido. E não acredito que venha a haver problemas no futuro", afirmou Dutra. O executivo, que participou do lançamento de campanha em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), afirmou que o ritmo de conversões de veículos de gasolina para gás vem reduzindo no País. No ano passado, exemplificou o crescimento foi de 2%, e antes do episódio de corte de gás no Rio e São Paulo, já estava caindo para uma taxa de 1,2%, até outubro.


Saturação


Para o presidente da BR, a frota de carros a gás não deve sofrer aumento substancial. "Já havia uma certa saturação do mercado. Há uma tendência natural de estabilizar o número de conversões. E não acredito que venha a ter problema de abastecimento para os que converteram", disse.


No fim do mês passado, a oferta de GNV para os Estados de São Paulo e Rio foi reduzida um dia por conta da prioridade no envio do gás para as usinas térmicas, determinado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).


Em meio à polêmica sobre eventuais riscos futuros de desabastecimento, o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, chegou a comentar, há duas semanas, que não aconselharia a conversão de motores para GNV. Hoje, no mesmo evento do qual participou Dutra, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a estatal "tem contratos e cumprirá os seus contratos, então o gás contratado não faltará".


Bolívia


Gabrielli não comentou a notícia que circulou na imprensa boliviana de que a Petrobras participaria da exploração de quatro novos campos de petróleo e gás na Bolívia, em parceria com a estatal local, a YPFB. Ele viaja esta semana para o país. "Continuaremos negociando. Não vou fazer isso (negociar) pela imprensa. Vou lá continuar as negociações que nós começamos", afirmou. Está previsto para o dia 12 de dezembro o encontro, em La Paz, dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales.

Fonte:
Nilson Brandão Junior
http://portalexame.abril.com.br/ae/financas/m0144437.html

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